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Prefeito Colbert critica uso da PM em ação do Procon do Governo do Estado em postos de combustível da cidade


Foto: Ney Silva

Secom


Não contou com a participação do Procon da Prefeitura de Feira de Santana, uma fiscalização realizada na segunda-feira, 12, em postos de combustível desta cidade, pelo Procon do Governo do Estado. O esclarecimento está sendo feito pelo prefeito municipal, Colbert Martins Filho, que não concordou com o uso da Polícia Militar nesta ação. Segundo ele, o órgão local sequer foi comunicado que haveria a operação, muito menos solicitado a colaborar. 


“Estamos solidários aos empresários do segmento de postos de combustível em Feira de Santana que se manifestaram indignados com a forma como esta operação foi concebida pelo Procon do Governo da Bahia”, afirmou o prefeito.  Para o chefe do Executivo Municipal, a Polícia Militar foi utilizada de maneira equivocada pelo órgão estadual. “Absolutamente nada contra a PM, que foi convocada e cumpriu ordem. Mas o Governo do Estado não deveria ter ordenado essa ação tão ostensiva. A fiscalização a postos de gasolina é algo rotineiro e sempre ocorreu, nesta cidade, de forma pacífica”.


Em seu entendimento, ao usar a PM, o Procon do Governo do Estado expôs a constrangimento os empresários do setor. “É como se além de uma fiscalização de rotina, houvesse algo além disso e ainda alguma ameaça a este trabalho, o que não procede”, disse ele.


A operação da Coordenadoria Estadual de Defesa do Consumidor (Procon-Ba) em postos de combustíveis de Feira de Santana gerou reações. Iniciada na segunda-feira (12), a fiscalização teve continuidade nesta terça-feira (13) e empresários do ramo procuraram o Acorda Cidade para reclamar da presença da polícia.


- A fiscalização é importante para garantir a qualidade do produto e valores justos, mas ele considera a presença de policiais desnecessária e prejudicial à imagem do estabelecimento. “O que aconteceu ontem no posto Piraí é um absurdo. Vários policiais com armas na pista do posto, parecendo que tinha um bandido lá – comentou ao site “Acorda Cidade”.


Também empresário da área, o dono de posto Raimundo Catarino disse ao site que reconhece a importância dessa ação, especialmente para combater adulterações em combustíveis e equipamentos, mas reclamou da forma como a intervenção foi feita: “Ao meu ver, isso não causa uma imagem boa para o público, uma vez que a pessoa passa para abastecer e o posto está interditado, com polícia pelo meio. Dá a entender que (a empresa) está sofrendo alguma punição”.

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